Geração+ na Quarentena: Como vincular Gestão de Resíduos Sólidos à BNCC

16/06/2020

A professora Leonor Rosa Fernandes trabalha com alunos e alunas do 1° ao 9° ano da EMEF José de Souza Cabral, de Ouroeste, com a disciplina de Ciências e Orientação de Estudo e Pesquisa. Antes do fechamento das escolas, a turma do 6º ano da Leonor estava aprendendo sobre os agentes responsáveis pela decomposição. Para continuar no tema depois que as aulas foram transferidas para o WhatsApp, a professora decidiu transformar sua casa em um laboratório!

Para isso, ela está observando o comportamento das galinhas, experimentando novos processos de germinação de sementes, mantendo um bem confortável hotel para insetos polinizadores e abelhas, que retribuem a hospedagem com delicioso mel, e compostando matéria orgânica para ensinar aos alunos e alunas sobre decomposição.

“O aluno vai aprender que, mesmo em tempos de pandemia, é possível fazer essas atividades em casa com aquilo que sobra da alimentação, folhas que sobram da alface que você vai lavar. E tudo isso você vai aproveitar, o resto de arroz, resto de ossos, carne, gordura. E a gente vai colocando isso no solo e a ação dos decompositores não vai falhar”, explica Leonor.

Com essas observações, experimentos e compostagem, e as atividades relacionadas a essas ações que a professora Leonor tem feito com seus estudantes, ela cumpre os seguintes objetivos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC):

  • Leitura de textos informativos e observação da importância de obter informações.
  • Elementos presentes no solo e como funciona a nutrição dos seres vivos (plantas e animais).
  • Manipulação de elementos da matemática e compreensão das relações que podem ser estabelecidas entre eles, permitindo ao aluno desenvolver o raciocínio lógico.
    • Proporções: quando se coloca uma camada de um certo material, depois uma camada do outro, esse material vai ser mexido, vai ser molhado, e vai possibilitar a ação dos decompositores.
    • Médias: a partir do conhecimento de quais regiões ou locais produzem mais lixo e da quantidade diária que se produz de lixo em casa, dependendo do número de moradores.
  • Valorização da higiene ambiental, que é fundamento para a manutenção da saúde individual e coletiva.
  • Consciência dos deveres de cidadão em relação ao meio ambiente.
    • Proteção ambiental e promoção da qualidade de vida e saúde coletiva a partir de atos como não deixar lixo jogado e encontrar formas de reaproveitar esses materiais.
  • Conhecimento da natureza e respeito à vida como um todo e em sua diversidade.
    • Ao entender que não é a natureza que está a serviço do ser humano, mas que o ser humano é um componente da natureza.
    • Ao entender que aquele que conhece pode explicar para quem não conhece, possibilitando a disseminação dos conhecimentos.
  • Valorização do desenvolvimento sustentável a partir da exploração do ambiente em que habita e da produção de resíduos, e repúdio ao desperdício de recursos.

Consulte a lista completa de objetivos da BNCC que são cumpridos pelas atividades do tema Gestão de Resíduos Sólidos do Geração+.

 

A COMPOSTEIRA DA LEONOR

Como você já sabe, os resíduos orgânicos estão cheios de nutrientes que podem retornar ao solo por meio da compostagem. Assim, eles contribuem para manter o solo vivo e saudável, possibilitando às plantas retirar da terra os nutrientes de que precisam para o seu desenvolvimento. Compostar é uma forma de reduzir o material enviado ao aterro sanitário ajudando assim a diminuir a poluição do ar, da água e dos solos.

Podem ser compostados direto no solo resíduos orgânicos, aqueles que têm alguma ligação com coisas que já estiveram vivas: restos de comida, casca de frutas, folhas, flores. Eles podem ser transformados em adubo e, depois, serem usados em hortas e jardins.

Se você quiser fazer sua própria composteira de solo, é só cumprir os seguintes passos:

  1. Prepare um espaço no terreno de casa. Se o terreno for pequeno, pode ser um buraco na terra com 0,5 m² e 30 cm de profundidade.
  2. Escolha um recipiente para guardar os resíduos orgânicos.
  3. Deposite o material orgânico diariamente no espaço delimitado, sem espalhar muito, concentrando-o em um canto até encher o espaço.
  4. Cubra a superfície com folhas secas, galhos de árvores, cinza ou serragem. Não comprima a mistura, pois a falta de oxigenação nesse tipo de compostagem pode gerar cheiro ruim.
  5. A cada 15 dias, revire todo o material para ajudar a aerar a terra e facilitar a decomposição.
  6. Em até três meses, esses resíduos orgânicos vão se transformar em um adubo fértil, que pode ser usado em plantas e hortas.

 

 

 

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