Geração+ na Quarentena | Gestão de Resíduos Sólidos: O que é lixo?

08/05/2020

O mundo é um lugar cheio de informações. Conhecer uma informação nova é como começar uma conversa com alguém novo. Informações nos ajudam a começar conversas que produzem ainda mais e melhores informações.

Todas as vezes que usamos o caderno, tomamos um sorvete, assistimos à TV estamos consumindo. Consumir é este ato humano de usar certas coisas para a vida.  E sempre que usamos alguma coisa, produzimos resíduos. Resíduos são aquelas partes que a gente não usa porque não deve, não sabe, não quer ou porque não consegue, como o palito do sorvete, a comida que fica no prato, lâmpadas queimadas, o óleo que usamos na cozinha.

Muita gente chama a esses resíduos de lixo, mas isso não é verdade. Os resíduos só viram lixo se a gente não fizer nada com eles.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) os define como resíduo sólido “todo material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade”. O descarte não significa que o resíduo não tem mais valor, mas sim que não é mais necessário para quem o descartou. Contudo, existem grandes chances desse resíduo ainda ser útil para outras pessoas, em sua forma original ou transformado. Já os rejeitos não têm possibilidade economicamente viável de tratamento e recuperação. Por isso, devem receber uma disposição final ambientalmente adequada.

O mundo tem muita gente, por isso tem também muitos resíduos. O que fazer? GESTÃO, que é outra palavra para dizer que precisamos cuidar disso tudo.

 

Como fazer a gestão dos resíduos sólidos?

O primeiro passo é diminuir a geração de resíduos consumindo menos. Comprar coisas novas só se for necessário, colocar no prato só o que for comer, economizar energia, preferir produtos duráveis. Se todos fizerem isso, menos coisas serão produzidas e consumidas, e a quantidade de resíduos diminuirá.

Mas não dá pra viver sem consumir nada. Sempre produziremos algum resíduo e, por isso, temos que dar a eles o destino correto. Todos somos responsáveis pelos resíduos que geramos.

O gerenciamento de resíduos sólidos envolve um conjunto de ações normativas, técnicas e operacionais, de planejamento e monitoramento, baseadas em critérios ambientais, sanitários e econômicos para destinar corretamente o lixo gerado. É uma tomada de decisão política, mas não só isso: ela também envolve o nosso dia a dia, nas nossas casas.

Para isso, podemos separar os resíduos secos dos resíduos úmidos.

Resíduos secos são aqueles que, como o nome já diz, costumam ser secos, como papéis, embalagens plásticas, latas, vidros. Tudo isso, se separado, pode ser reaproveitado ou reciclado.

Os resíduos úmidos ou orgânicos são aqueles que têm alguma ligação com coisas que já estiveram vivas, como restos de comida, folhas, flores. Esses resíduos podem ser transformados em adubo e, depois, usado em hortas e jardins. Lixo úmido pode ir para a composteira, materiais recicláveis devem ir para ecopontos e alguns resíduos devem retornar para a indústria que os produziu ou para a loja onde são vendidos, como as lâmpadas, pneus, medicamentos.

resíduos que podem ser perigosos e, por isso, precisam ser levados para lugares especiais, onde pessoas cuidadosas vão dar um jeito neles: pilhas e baterias, embalagens de agrotóxico, entulho, equipamentos eletroeletrônicos.

Para que tudo isso aconteça, entretanto, é preciso fazer escolhas inteligentes. Qual é a sua escolha? Qual é a escolha que você gostaria que seus alunos e alunas fizessem?

 

Olha que curioso!

  • Uma das hipóteses para a origem do termo “lixo” é que a palavra venha do latim LIX, que quer dizer “cinza ou água misturada com cinza”.
  • Em português dizemos “jogue o lixo no lixo”, enquanto os franceses jogam a “ordure” na “poubelle”. Eugène René Poubelle foi o prefeito de Paris que introduziu o uso das lixeiras na cidade, no fim do século XIX.
  • O termo “gari” surgiu em homenagem ao francês Pedro Aleixo Gary, que ficou conhecido por ser o fundador da primeira empresa de coleta de lixo nas ruas do Rio de Janeiro, em 1876.

 

Dica de filme

Saneamento básico (disponível no Youtube: https://youtu.be/CKOsCD6BItc)

Os moradores de Linha Cristal, uma pequena vila de descendentes de italianos localizada na Serra Gaúcha, se reúnem para tomar providências a respeito da construção de uma fossa para o tratamento do esgoto. Eles elegem uma comissão, que é responsável por fazer o pedido junto à subprefeitura, que reconhece a necessidade da obra, mas informa que não terá verba para realizá-la até o final do ano. Entretanto, a prefeitura dispõe de R$ 10 mil para a produção de um vídeo. Este dinheiro foi dado pelo governo federal e, se não for usado, será devolvido em breve. Surge então a ideia de usar a quantia para construir a fossa e gravar um vídeo sobre a obra, estrelado por um mostro que vive no local da construção.

 

Um tema bem atual

Com a pandemia de COVID-19, está aumentando a geração de resíduos hospitalares ao redor do mundo – máscaras, luvas, equipamentos infectados e outros tipos de resíduos. A gestão inadequada desses artigos pode causar efeitos imprevisíveis na saúde humana e no meio ambiente. Por isso, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) afirma que o manuseio seguro e o descarte final correto desses materiais são vitais para uma resposta de emergência eficaz.

Entenda: https://nacoesunidas.org/gestao-adequada-de-residuos-e-vital-no-combate-ao-novo-coronavirus-diz-pnuma/

 

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