De pouquinho em pouquinho a gente chega lá

08/08/2019

Na EMEF Professora Eliana Bertazzoni, de José Bonifácio, as atividades cotidianas do Geração+ estão ampliando não só os aprendizados dos alunos, mas também dos professores! Durante suas investigações, os estudantes fizeram um monte de descobertas sobre a fauna e a flora da cidade que surpreenderam até os adultos. “Se não fosse o projeto a gente não ia saber sobre todas essas coisas. Nós, os adultos, estamos aprendendo tanto quanto ou talvez até mais ainda do que as crianças”, vibra a coordenadora Regina Honorato Nicolau.

Quando as turmas começaram a realizar as atividades do tema Fauna e Flora na escola, surgiram diversos questionamentos que os professores não sabiam como responder. Pensando nisso, a escola chamou o Secretário Municipal do Meio Ambiente e um representante da Polícia Ambiental para conversar com os estudantes sobre as plantas e a vegetação de José Bonifácio, além de falar sobre a diversidade da fauna, que tem mudado ao longo dos últimos anos. “Quando a molecada descobriu que tinha animais aqui perto eles ficaram animados”, diz Regina.

Cuidar da fauna e da flora não é um assunto novo na EMEF Professora Eliana Bertazzoni. No terreno da escola fica uma horta que é cuidada pelos professores e alunos, e é tão bonita que já chamou a atenção até de pessoas de fora da cidade. Uma professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) conheceu a horta por meio de uma amiga que trabalha na escola, e gostou tanto que fez um trabalho acadêmico sobre o espaço. O trabalho acabou sendo premiado em São Paulo – um orgulho e tanto para a escola!

Com esse histórico, nada melhor do que melhorar ainda mais a horta com as atividades do percurso Resíduos Sólidos do Geração+. O húmus e o biofertilizante líquido, produzidos pelas minhocas das composteiras, já estão prontos e nesse semestre serão utilizados para deixar a horta ainda mais produtiva. Os planos da escola são continuar com o sistema que eles já tinham, revertendo todos os produtos da horta para os almoços coletivos dos alunos ou para que eles levem para casa. “A gente fica o ano inteiro com a horta ativa, porque ela serve como alimentação mesmo. Usamos a cenoura e o alface, por exemplo, para fazer saladas e lanches”, conta Regina. Um dos pontos positivos do projeto é que agora eles não dependem apenas dos adubos enviados pela prefeitura e podem produzir o seu próprio.

Com a horta bem estabelecida, Regina diz que o foco, daqui pra frente, será na gestão do lixo produzido na escola. As explorações do tema Gestão de Resíduos Sólidos inspiraram os pequenos, que resolveram tomar atitudes. Um exemplo é a aluna Eloá Vitória da Silva Costa, do 3º ano. Quando ouviu, na sala de aula, que cuidar do meio ambiente tem que partir de cada um, ela decidiu tomar uma atitude: começou a recolher o lixo que ficava espalhado no ônibus em que voltava pra casa. Depois, pediu para a professora uma sacola de lixo para catar os lixos da escola. “Ela começou a contagiar todo mundo da sala! Quando fomos ver tinha mais de 10 alunos catando lixo na escola”, brinca Regina. “Foi como uma epidemia.”

A expectativa da escola é que essa “epidemia” se espalhe por toda cidade, já que, apesar de José Bonifácio ter coleta seletiva, ela ainda não é muito difundida entre os moradores. “Mesmo que seja trabalho de formiguinha é importante!”, fala Regina.

 

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